quinta-feira, 29 de julho de 2010

Portugal... de luto




Vestiram o meu país de negro.


Acordo, e o Céu que era azul é negro, o Sol dourado não tem brilho. O ar límpido é denso e pesado....


O meu pais, mais uma vez, está de luto!
Sinto-me profundamente triste.


Pobre país!


Há muitos anos D. Dinis, inspirado, mandou plantar um grande pinhal verde. Dele se fizeram naus que partiram em busca de novos mundos.


E hoje?

Trocam-se os pinheiros por eucaliptos. Em seguida, queimam-se, as matas, os bosques, as serranias, abrigo de animais e plantas, muitas vezes em extinção. Para onde vamos? Esquecemo-nos por acaso que precisamos de “verde” para sobreviver? Estamos a suicidar-nos!


E qual a razão desta loucura?
Não me venham dizer que é o calor. Há tantos anos que há verões sufocantes e só de há cerca de trinta anos é que ardem as matas.
Não me venham dizer que são descuidos de fumadores ou queimadas. Uns e outras sempre existiram.
Não me dêem razões sem razão. Tenham respeito!


Sentindo que tudo está ligado, pois todos somos UM, o sofrimento das plantas, dos animais, do Planeta recai também sobre cada um de nós. Ouvimos dizer que estamos nervosos, impulsos de suicídio são cada vez comuns, os pesadelos abundam nas noites, etc. Pois! Se os nossos “irmãos”, como dizia S. Francisco de Assis, estão em sofrimento profundo, também nós o recebemos consciente ou inconscientemente. E que será de nós no Retorno, Lei inexorável. E que receberão os nossos filhos?



Que fazemos para acabar com este sofrimento? Falamos! Falamos palavras de desacordo, de revolta... Mas que FAZEMOS?


Nas notícias ouvimos que o fogo se afastou das residências. De quem? Dos homens. Mas...e os outros habitantes, aqueles pequeninos ou aqueles que não se podem mexer?


O meu coração chora. Ao pensamento vem a trilogia “O Senhor dos Anéis”: Saruman, ex-mago branco junta-se ao Senhor do Mal e criam criaturas imundas maltratando, destruindo florestas, habitantes e a natureza até que os Entes (árvores) se revoltam, destruindo-os. 
Parece-me o retrato deste Agora !


Sim, o meu coração chora, o Planeta está de luto, de negro morto vestido. Não sei quem morre, se as carcaças sem vida, se aqueles que por acção ou por inércia permitem tal mortandade.



Sim, Portugal está de luto!









Imagens: 
     Dali 
     Steve Hanks
     Dali

segunda-feira, 26 de julho de 2010

De Lamas a Amarante


(Imagem: Joaquin Sorolla)


De Lamas a Amarante…
Algumas pedras vivas do Caminho
Muitos quilómetros percorreram,
Com as mãos agarradas ao volante
Queriam encontrar bom vinho!

Em Figueiró Santiago, pararam…
Assim, o grupo se juntou,
Entre incertezas de onde comer…
O grupo caminhou.

Estávamos na festa da aldeia,
Á barraca Ferreira fomos ter,
Quantos éramos? Não tínhamos ideia…
Para nós as mesas se juntaram,
E trinta lugares se formaram.

Vitela, bacalhau e frango
Foram os pratos pedidos,
Entre comida e gargalhadas…
Não foram vistos sorrisos perdidos…
Mas, os melhores alimentos servidos,
Foram as alegrias partilhadas…

O almoço até as 16h foi…
Mais uma viagem a efectuar,
Desta vez ao centro de Amarante
Com um calor sufocante,
Todos fomos parar
Á florestal desta linda cidade…
Fizemos nossa festa num relvado,
Brincando e sentindo a felicidade
Que o momento nos transmitia…
E como alguém dizia:
“ Nota-se o saborear de um merecido descanso”
E quem esta frase disse?
Foi com satisfação, a nossa Mestre Alice…

Final da tarde chegou…
A fome de novo apertou.
Rua abaixo,
E o pessoal nas tascas encostou…
De tigelas de vinho na mão,
Foi bonito de se ver…
Nos pratos presunto e salpicão,
Era só comer e beber…
A alegria esteve sempre no ar…
Fomos tomar café ao “café bar”
Ouviu-se música em S.Gonçalo…
E assim o dia acabou,
Com bons momentos para recordar.

O exemplo durante o dia,
Foi a pequenina Gabriela,
Com dois anos disse-nos, que nada a faz parar…
Assim, com um ar saltitante como o dela…
Vamos continuar a caminhar…

Obrigada por nos terem feito sentir, turistas em Amarante.

Um abraço caminhante. 
Elisabete Teixeira.

Convívio


(Imagem: Earth Angel)

A todos os que nos acompanharam no convívio de 24 de Julho em Figueiró e Amarante, um bem-hajam pela alegria, boa disposição e coragem....


Sim, pois! Coragem para enfrentar o calor, pois o Sol abrasava. Mas lá estava um belo licor de uvas para dessedentar quem por esses lados andava em árduas batalhas de espantar tristezas, cansaço de um ano rico em trabalho.


Valeu a pena!



quarta-feira, 21 de julho de 2010


Para nós, o nome de cada coisa é a sua aparência exterior; para o Criador, o nome de cada coisa é a sua realidade interna...

Aquilo cujo nome, para nós, era “semente”, na visão de Deus, eras tu que te encontras neste instante junto de mim.

Esta “semente” era uma forma em potência, existente com Deus nem mais nem menos (que a forma manifestada a seguir).

In O Cântico do Sol

de Djlal-od-Din-Rumi (1207-1273)

Imagem: Salvador Dali

Comentário


Há três anos e meio entrei pela porta d' “ O Caminho da Montanha”.
Não sabia o que procurava, o que iria encontrar.
Na memória ficou-me uma “mulher vestida de branco”, que olhou para mim, sorriu e disse, "olá eu sou a Alice". Eu sorri com timidez e respondi, "e eu sou Elisabete".

Em meu redor sentia algo estranho que nunca havia sentido em lugar algum, apenas me perguntei: O que se passa aqui? Que lugar é este? Por momentos parecia estar fora da realidade por tanta paz, tanta magia…

Mas, afinal estava a caminho do Caminho da Montanha; ao longo do tempo descobri que é este local, este centro, este lugar mágico que assim se chama “ O Caminho da Montanha”. Digo isto porque a verdadeira descoberta foi quando senti que eu ainda caminhava para o caminho, este ainda longe de ser encontrado por mim... e quando será?

Penso avistar ao longe o sopé da montanha, mas sente-se à distância a imensidão de trilhos que a abraçam, qual deles seguirei? Será que consigo chegar ao início de algum?

Pergunto-me se esta peregrinação até à montanha, já é por vezes tão dolorosa, deixa já tantas cicatrizes, como será a subida da montanha que se apresenta pedregosa?

Sou uma pessoa como outra qualquer, trago comigo uma Fé em Cristo inabalável, inquestionável, não há terramoto algum que me faça vacilar. Jesus Cristo é o meu Porto Seguro, é o meu Farol Divino e é a Luz que me Ilumina.

Tenho também O Caminho da Montanha, como um Farol na Terra (representado pela Mestre Alice Marques), ilumina-me para encontrar meu trilho. Muitas são as vezes que este Farol provoca um grande terramoto em mim e na minha vida, muitas são as vezes que me apetece fugir e voltar a ter paz…

Perguntam-se, porquê? Então ela não tem paz?
Tenho uma grande paz interior, a certeza do que faço, e a certeza de que o faço sempre e só por Amor.
A paz, que refiro por vezes não sentir, deve-se ao turbilhão de decisões necessárias para ultrapassar obstáculos que se colocam no meu caminho. Por vezes, com os pés doridos da caminhada, não tenho paciência nem compreensão, sou um ser humano… reajo de forma menos correcta, mais egoísta e egocêntrica.

Nestes momentos, o meu Farol Divino Ilumina-me e clarifica-me as ideias, dá-me força necessária para aliviar o sofrimento.
O Farol Terreno, a Mestre do Caminho da Montanha, que tem um corpo como eu, que é pessoa como eu, ouve-me e diz-me o que lhe vai na alma, dá-me o tempo que pode ou deve. E eu, no meio do meu egoísmo, esqueço-me que a Alice é uma pessoa, e que tem muitas pessoas para cuidar… Sou capaz de pensar, agora que precisava de estar com ela não tem tempo para mim…Já não é a mesma…Está diferente… Como sou egocêntrica nestes tristes momentos, como sou pequena e não consigo ver além…

Desculpem-me a confissão.
Depois consigo saber que, afinal já tenho algumas armas comigo, a Mestre também é Alice, eu consigo resolver os meus problemas, tenho de conseguir, não posso permitir que as minhas limitações me impeçam de sonhar e voar. Tenho obrigação de ver que o Farol (Alice) quando se vira noutra direcção, não é para me abandonar, mas apenas para tentar iluminar alguém que no momento está em maior escuridão do que eu…
Pergunto-me, porque motivo provoco tempestade à volta do Farol? Quando será que vou contribuir para o tempo de bonança e de maré calma?...

Alegra-me saber e sentir que por maior que a tempestade seja, o Farol jamais será derrubado.
Também sei que tudo contribui para o crescimento e a aprendizagem.
Sei ainda, que nós Pedras Vivas d' O Caminho da Montanha, somos suficientemente fortes, unidas e transportamos amor bastante para suportar qualquer tipo de tempestade. Se por vezes atingimos o Farol, também nos unimos à sua volta para que ele não seja tocado, ferido ou magoado. Já fazemos parte dele.

Orgulho-me por ter entrado na porta de “O Caminho da Montanha”.

Um abraço de Amor e Amizade.

Elisabete Teixeira

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Caminho da Montanha - Quem somos?

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São muitos aqueles que entram pela porta d’O Caminho da Montanha. Uns, a maioria, buscam alivio do corpo físico ou da mente, pois as dores são grandes e as respostas convencionais nem sempre são suficientes. Outros buscam respostas aos problemas. Muitas vezes ficam decepcionados: esperavam uma solução rápida e mágica, mas somos humanos e sujeitos às Leis da Vida. E como uma trindade, ainda temos outros que buscam serem ouvidos, compreendidos, que procuram o afecto e uma presença amiga.

O Caminho da Montanha nasceu para “abrir portas”.

O altruísmo é uma das nossas bases, talvez uma das mais importantes: sabemos que não damos nada (embora prestemos materialmente serviço gratuito), mas antes recebemos conhecimento de nós mesmos enquanto depositários em potencial do Saber do Universo, de uma Centelha Divina. Estamos a aprender o Caminho do Amor, este tão mal compreendido e vilmente explorado: é muito difícil Amar, uma vez que antes de o conseguirmos já muita Senda deverá ter sido trilhada e a Montanha é alta e pedregosa.

Outra vertente n’O Caminho da Montanha é dar a conhecer Vias Reais, pois não há uma só Via. Existem muitas, umas mais rápidas, outras mais longas e lentas; umas mais directas, outras mais desviadas. Em todas um ponto comum: o Querer, o Caminhar.

É nosso objectivo partilharmos caminhos válidos e já trilhados por outros que chegaram ao topo da Montanha. Estes Caminhos propostos incluem práticas (ancestrais e testadas), filosofias, métodos de cura tripla (corpo, mente e espírito), e outras. Descartamos métodos “fáceis”, que nos levam ao engano, directos à cultura do Ego.

Todavia, que fique bem claro que respeitamos cada Ser, cada busca, cada opinião. De forma alguma nos arvoramos em “Donos da verdade”. Apenas propomos. Não criticamos. Apresentamos os nossos valores, tão somente isso. Sempre no respeito pelo acreditar do outro.

Estamos cientes que muitas são as propostas hoje em dia. Dão-se muitos nomes a algo que É.  A nossa resposta é sempre a mesma, sem juízos ou criticas: vão, pois pode ser por aí o vosso Caminho.

Cada ser humano traz consigo um impulso para o Espírito.
Cada ser humano tem uma senda sua, muito sua, que terá de descobrir por si mesmo. Durante um certo “momento” procurará junto de outrem, seguirá a via de outros. Contudo, mais tarde ou mais cedo terá de se emancipar do outro e tomar o seu rumo, com a sua própria bússola.

No Caminho da Montanha não somos bússola, apenas farol!

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Com votos de uma boa semana, e muitos sonhos, pois

"... Cada vez que o homem sonha
o mundo pula e avança...."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Oração


Vida,

Há quem me chame Mestre, grau honorífico inerente à responsabilidade que assumi.

Mas não quero ser Mestre, não me chamem Mestre!

Procuro a Fonte!

Já me perdi por mil caminhos, já voltei atrás, já adormeci encostada a marcos na estrada.

Peço,

não mais mapas feitos por quem procura também,

não mais palavras vãs trazidas pelo vento que passa,

não mais emoções que me fazem perder no labirinto do humano temporal,

mas peço, sim

que o Belo me invada, sem lágrimas mas com um sorriso

que a Força me eleve à Aventura de Ser

que a Sabedoria me aprofunde e guie até à Fonte

em que Serei plena e totalmente Livre

nessa Liberdade

que não é descritível, pois está para além das palavras,

que não é compreensível, pois está para além da mente

que é Perfeita no Absoluto, no Real, no Vazio-Pleno.

A todos os que querem partir nesta Aventura, na busca sincera e sem medos do Ser, desejo Coragem, Força e Sabedoria, pois são tantos os perigos e tentações....

Bem-hajam!

Perguntas...


Todos os dias recebemos frases, conselhos, mails mais ou menos bem concebidos, etc. etc. sobre amor, amizade, como viver, em que acreditar, o que é bom... enfim, uma panóplia bem recheada. E vamos lendo, dizendo que é muito bonito, às vezes choramos pois toca-nos emocionalmente, outras sorrimos, pois é lindo de se ver.

Pergunto-me: o que fica? Quem, incluo-me, vai realmente tornar realidade o que lê, o que vê? Quem de verdade sabe que é lindo, mas para si mesmo fica por aí, no domínio da fantasia, da ilusão. Quando vamos, de verdade, procurar o nosso Querer, o nosso Sentir mais profundo e torná-Lo realidade?

Cada vez mais acredito que nos iludimos ao procurar freneticamente em leituras, filmes ou outros meios, respostas. Podemos ir encontrando “marcos indicadores”, mas de que servem se nos encostamos a eles e dormimos?

De que serve procurar, procurar, se, encontrando, o pomos de lado. É como estar sedento, procurar a Fonte, lendo, indagando, mas não pondo pés a caminho. Sabendo “tudo” o que outros escreveram (mesmo aqueles que não tendo chegado à Fonte, pretendem saber descrever como Ela é), podendo conhecer rotas múltiplas e díspares, mas ficarmos quedos e sedentos, desculpando-nos com um “eruditismo” académico que espanta o outro e nos consola o ego.

Continuamos sedentos!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Imagine

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Pela Beleza

Pela mensagem

Por todos nós....

Espírito



Momentos tão distintos que nos são oferecidos. 
Vistas tão extraordinárias ocultadas pelas pequenas curvas do Caminho da Vida, pequenos percursos às cegas.
“Trata-se de miragens?”. 
“Como te atreves a pôr isso em causa?”. 
“Porque te pões em causa?”.
Basta uma leve brisa contrária e tu, espírito, vacilas. Espírito fraco que não te defines! 
Porque tremes tanto perante a Sociedade? 
Não passam de um bando de pessoas que percorre igualmente o Caminho da Vida. Donas de incertezas, inseguranças, julgamentos. 
Porque fazes delas Deusas?




Ratinha
Julho 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

GORSEDD



Concede, ó Deus, a Tua protecção;

E na protecção, força;

E na força, entendimento;

E no entendimento, conhecimento;

E no conhecimento, conhecimento da justiça;

E no conhecimento da justiça, o amor por ela;

E nesse amor, o amor por tudo aquilo que existe;

E no amor por tudo aquilo que existe, o amor de Deus,
e de toda a bondade.



Talhaear
(Primeiro poeta galês de quem se tem conhecimento histórico)
(Pintura: Joaquin Sorolla)

terça-feira, 13 de julho de 2010

O que é a Tascagem?



No dia 10 de Junho, nosso aniversário, o convívio fechou alegremente numa Tasca. Entre risos, boa ordem e finalmente repelidos pela chuvinha - que evitara cair durante o dia permitindo um dia de sol maravilhoso - ficou combinado uma segunda experiência.

E assim é..... 

No dia 24 de Julho vamos "fechar" o nosso Ano de Actividades com mais um dia de convívio puro pelos lados de Amarante. 

O programa é: saída do Centro às 11 horas. Almoço numa Tasca em Castanheiro Redondo. Para quem quiser, visita ao Mosteiro de Telões - pequeno mas de uma beleza sóbria e rica em simbolismo.

O lanche será em mais uma Tasquinha, desta vez em Amarante cidade, com as sandes tão desejadas e o vinho da região. 

Para este convívio estão convidados todos os utentes do Centro, pacientes, iniciados Reiki, praticantes de Yoga, seguidores de cursos, meditação....

Não sabemos a quanto ascenderá a despesa do dia. Acreditamos que os ganhos em alegria e dádiva compensarão.

Para o próximo ano cá estaremos de novo, no Caminho desta Montanha alta e imponente que é a Vida.

A todos os que nos acompanham de alguma forma, bem-hajam!

Jinhos fofinhos para a viagem......


(Fotos do Convívio de 10 de Junho 2010)

domingo, 11 de julho de 2010

E um dia voamos!.....

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Há momentos em que apetece desistir,

Há momentos em que nada faz sentido

Há momentos em que duvidamos

Do que somos
O que fazemos
Quem somos
Para onde vamos...

São momentos de Outono
Em que as folhas caem
E tudo se recolhe no amanhecer brumoso
Na promessa de Primavera distante
Mas nunca vã!

Então

Voemos
Nas asas do vento
Da Beleza, do Sonhar

Voemos
Por muito pesados que nos sintamos

Ao longe há sempre um Sol num dia que desponta
Há sempre uma Lua que se levanta num céu estrelado

Acreditemos
Que Somos!


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Actividades em Julho



(Pintura de Joaquin Sorolla) 


3 de Julho
- 15:00 - 
Passagem do filme: “A Profecia Celestina”
  
10 de Julho
– 14:30 – 
Meditação e Técnicas
Cont do Cap. II do livro em estudo

17 de Julho
- 15:00 – 
Viagem de Pétalas e Sons em busca de Beleza
  
24  de Julho
 
Convívio festa fim das Actividades do ano: Tascagem


Actividade permanente:
2ª e 4ª - 19:00
Hattha Yoga


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Coincidências



Coincidências. 
Mas afinal o que são coincidências? O Destino a trabalhar para nós? A consciência do nosso rumo? As respostas que a Vida nos dá? A ajuda que a Religião afirma que Deus nos oferece?

Seja o que for, já percebi que poucos as vêem, que poucos as tentam entender. Sinto-me a ver as coisas de outra perspectiva, sinto-me a obter a informação da forma mais natural, mais mundana que há.

Olhando para trás existem uma série de coincidências. “Foram reais ou sou eu que as estou a criar?”. Talvez seja este o principal problema do Homem. O medo. Nesta percepção das coisas não há certezas como na Ciência. Deixamos de possuir o conhecimento da existência da resposta certa e de que todas as outras estão erradas. Nesta visão deixamos de ser o indivíduo que está atrás da objectiva e passamos a ser nós mesmos a objectiva. Passamos de comodista, que recebe a resposta e faz com ela o que assim entender, a explorador que não se cansa de colocar novas perguntas e de procurar sempre novas respostas. Somos nós que focamos o que vemos. Somos nós que escolhemos que quantidade de imagem pretendemos ver. Somos nós que definimos a qualidade de imagem.

Mas será a falta de certeza o único motivo para a existência deste medo? Talvez não. Atrevo-me mesmo a dizer que tenho a plena convicção de que há muito mais. Mas então pergunto-me “Que mais há?”. Fácil. O facto de dependermos de nós mesmos, de termos de confiar em nós, no mais selvagem instinto (e quando digo selvagem refiro-me a um instinto não humanizado, ou seja, que não tenha sido racionalizado, estudado, que seja natural, puro, virgem…), a crença de um objectivo na vida, a existência de inúmeras coisas que jamais obteremos a compreensão total, a desistência de procurar essas respostas e simplesmente cair numa aceitação tal que essas respostas deixam de existir, não porque algo ou alguém nos proíbe de procurá-las mas porque percebemos que não são essas que nos interessam, nada em nós vai mudar por as obtermos.

Aceitemos um facto: a vida é feita de coincidências. Que interessa se são reais ou se foram criadas por nós? Desde que sirvam para percebermos que temos um rumo, um objectivo, um propósito para compreendermos o que se passa connosco e que tudo tem um motivo, então o Objectivo principal foi obtido. Há vários caminhos para o mesmo destino: os caminhos do conhecimento de todos (reais) e os caminhos explorados por nós (criados).

Ratinha
30.Junho.2010