terça-feira, 16 de dezembro de 2014

PORQUE É TÃO DIFÍCIL MUDAR?






PORQUE É TÃO DIFÍCIL MUDAR?
Não estará na hora de mudar?

Sinto que sim e creio que muitas pessoas já pensam e desejam mesmo mudar alguma coisa nas suas vidas. Todos temos que mudar e, nesta matéria, o nosso melhor professor é a vida, no entanto nem sempre damos por isso, e as frustrações são constantes. Mas nunca podemos esquecer que é através delas que aprendemos a desenvolver a força e a determinação que não nos deixa desistir e que nos faz superar os desafios.

Também aprendemos a desenvolver o perdão que nos liberta do passado e abre os nossos caminhos para o futuro. Sem esquecer a nossa fé que está sempre lá para nos manter na direcção aos nossos objectivos e nos diz que estamos no caminho certo. Também naqueles momentos mais difíceis procuramos mais a leitura, na tentativa de encontrar respostas e aprendizagem. Aprendemos novas formas de lidar com nós próprios e com a vida. Aprendemos sobre o pensamento positivo e a praticá-lo e desenvolvemos novas maneiras de pensar e agir.

Então porque é que as coisas não mudam?
Porque parece que tudo o que não queremos se repete tanto em nossas vidas?

A resposta é simples e está dentro de nós. É porque ainda não mudamos nossa maneira de SENTIR... existe uma grande diferença entre pensar e sentir. Por trás de cada personalidade existem emoções guardadas que reflectem os nossos medos, inseguranças, carências e limitações. Tudo isto está bem guardado no nosso plano emocional que administra e cria o ambiente para as manifestações na nossa vida.

Mas que tipo de realidade se pode manifestar num ambiente assim?
Na verdade trazemos muitas mágoas do passado e sentimos revolta com a vida, com nossas expectativas frustradas e isso gera uma resistência enorme em conduzir a nossa vida para onde gostaríamos .

Em primeiro lugar, eu penso que devemos aceitar e parar de querer tratamento VIP da vida. Aceitar tudo exactamente da maneira que ocorreu, pois tudo acontece da forma mais perfeita para que possamos aprender. Sem estas aprendizagens, nunca seriamos verdadeiramente livres... nunca procuravamos a conexão com a essência divina que há em nós.
Então não há outro caminho senão o do perdão. Perdoar não é livrar-se da pessoa e não querer olhar mais na cara, pelo contrário, é compreender aquilo que se aprendeu e há uma coisa que é difícil mas muito importante...que é aceitar o outro participante.
Agindo assim vamos curando nossas feridas e tornando-nos mais fortes, mais leves e mais livres. Temos que parar de reclamar dizendo que a vida é isto ou aquilo e construir um novo olhar sobre as coisas e começarmos a ver o sagrado em tudo o que há.

Sob este olhar, começamos a sentir o fluxo da mudança e, em vez de cobrarmos da vida o bom tratamento que nós mesmos não nos damos, passamos a perceber como as coisas pequenas que antes nos passavam despercebidas, podem ser tão maravilhosas.
O simples facto de estarmos vivos e sermos quem somos já é um presente de DEUS e uma oportunidade única no universo... poder sentir...poder amar...calcar o chão em contacto com um espírito tão grandioso como a terra...poder respirar...só temos motivos para agradecer.

A gratidão é muito melhor do que a frustração e frustra-se quem ainda acredita que a eterna realização de desejos é o motivo de estarmos aqui. Esta busca incessante, só aumenta o vazio interior que é causado não pela falta de alguma coisa, mas pela desconexão com nossa própria essência DIVINA, que é infinitamente rica, amorosa e perfeita.

No nosso dia-a-dia, temos que estar atentos, como interpretamos as queixas da rotina da nossa vida, revoltas, raivas e coisas do género.  As terapias espirituais são uma grande ajuda, mas por mais que limpemos energeticamente estas coisas, se não mudarmos nosso olhar sobre o mundo, acabamos por recriar tudo novamente.

Temos que decidir uma vez por todas que queremos MUDAR....QUERER SER PESSOAS MELHORES... mais amorosas e mais aptas a perceber as belezas do caminho que o UNIVERSO providenciou para nós. Não temos que adoptar práticas positivas para conseguir alguma coisa. O que conseguimos é a própria prática, os ganhos são internos, a mudança é o próprio caminho e as suas flores que nos serão cada vez mais visíveis. Assim é a vida vivida de dentro para fora.

Às vezes criamos ilusões de como as coisas deveriam ser. As coisas são o que são quer gostemos ou não. É melhor aprendermos desde logo a lidarmos com isso. Não podemos para esperar alguma coisa acontecer conforme a nossa vontade para sermos felizes.

Desde bem pequenos desenvolvemos uma certa arrogância em nós, porque achamos que sabemos tudo o que é melhor para nós. Com o passar do tempo, temos que estar atentos para que essa tal arrogância não esconda a HUMILDADE e a SIMPLICIDADE que temos em nós. Penso que ainda há muita gente a fazer confusão ao significado destas duas palavras. Humildade e simplicidade não são sinónimos de servidão ou pobreza.
Para mim humildade é aceitar que não sabemos tudo e nos abrirmos para que novas formas de entendermos as coisas cheguem até nós.
Simplicidade é compreender que não precisamos de nada além do que temos no momento presente, no AQUI e AGORA. É encontrar a riqueza em quem somos, dentro dos nossos corações.

Eu sinto que PERDÃO, HUMILDADE e SIMPLICIDADE são a receita para um feliz AQUI e AGORA... Não pensem que eu me esqueci do AMOR...é que eu acredito que antes de tudo, já tem que estar lá o AMOR... essa é a base e depois se vai formando a unidade.

A unidade para mim é tudo de bom que possamos acrescentar a nós próprios tornando-nos seres capazes de criarmos o ambiente necessário para as manifestações felizes na nossa vida. A partir daí podemos sim sonhar... direccionar a nossa vida para onde preferirmos.
Porém sempre atentos para não mais rejeitarmos o momento presente, pois todas as experiências de alguma forma nos são úteis e válidas.

Cabe-nos então a nós a responsabilidade de escolher mais sabiamente e criarmos assim melhores caminhos em nossas vidas.

UM FELIZ AQUI E AGORA... para todos nós.

Ana Tavares

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Actividades em Dezembro 2014





15 de Dezembro
- 18:30 – Continuação do Estudo e Debate do livro Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo

22  de Dezembro
-        18:30 – Meditação

(Botticelli - Virgem do Roseiral)
O Mês de Dezembro, habitualmente, tem dois feriados. O 1º de Dezembro dedicado à Restauração da Independência que, não há acasos, deixou de constar do calendário. N’O Caminho da Montanha respeitá-lo-emos. 
O dia 8 é-nos particularmente querido: Senhora da Conceição, Santa Maria, a Grande Mãe. Em Terras de Santa Maria, este é o dia por excelência Daquela que Tudo rege.

É costume encerrarmos as Actividades com festa. Propomos o dia 7 de Dezembro, no Centro Cultural do Olival, no Grande Concerto de Natal, às 16:30.
(Natividade de Poussin)
Aceitamos sugestões.
Daremos mais pormenores em separado.



O Centro encerra a 23 de Dezembro e já reabre no Novo Ano, depois do Dia de Reis, a 7 de Janeiro 2015.






Horário de Encerramento do Centro:
2ª Feira - 20:00
3ª  e 6ª Feira - 12:30
4ª  e 5ª Feira  - 19:00

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Actividades Novembro 2014




3 de Novembro
- 18:30 – Continuação do Estudo e Debate do livro Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo


10  de Novembro
-        18:30 – Meditação

17 de Novembro
-       18:30 – Seminário de Reiki:
o   Grau II

24 de Novembro
-        Estudo e Debate do I Capítulo do livro Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo – Capítulo II

domingo, 5 de outubro de 2014

Actividades em Outubro 2014




6 de Outubro
-        18:30Estudo e Debate do I Capítulo do livro Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo.


13  de Outubro
-       18:30 – Encontro de Reiki:
o   Actualização do protocolo
o   Dúvidas e questões

Destina-se a todos os que foram iniciados n'O Caminho da Montanha (e que queiram participar).

20 de Outubro
-  18:30 – Continuação do Estudo e Debate do livro Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo.


27 de Outubro
-       18:30 - Meditação




Horário de Encerramento do Centro:


2ª Feira - 20:00
3ª  e 6ª Feira - 12:30
4ª  e 5ª Feira  - 19:00





sábado, 6 de setembro de 2014

Reabertura do Caminho da Montanha




Esperamos que as férias (quem as teve) tenham sido de repouso e mais um passo para a Alegria e Serenidade.

O nosso espaço entra em obras dia 8 de Setembro que se irão prolongar até ao fim da terceira semana do corrente mês. Desta forma a abertura do Centro está programada para 22 de Setembro.

Sabemos que é um grande interregno, nada habitual, mas é “por uma boa causa”.

Como ficou acordado na reunião de balanço que teve lugar nos fins de Agosto, os fins de tarde de segunda-feira (18:30 – 20:00) serão consagrados a diferentes actividades. Em semanas intercaladas (de quinze em quinze dias) teremos a reunião do Grupo de Leitura.  Neste âmbito, e conforme escolhido entre os presentes, a primeira obra a ser trabalhada é o “Tratado das Grandes Tradições do Ocultismo”, de Papus.

Agradecemos que os interessados estejam presentes no dia 22 de Setembro para darmos início ao prólogo a esta actividade.

A Meditação e os Debates terão lugar também as Segundas-feiras, das 18:30 às 20:00, intercalando com o Grupo de Leitura.

Em resposta às várias solicitações, relembramos o horário de encerramento do Centro:

2ª Feira - 20:00
  e 6ª Feira - 12:30
  e 5ª Feira  - 19:00

Agradecíamos o respeito pelos horários estabelecidos, para que o Caminho da Montanha retome o seu funcionamento em estado de Excelência e se direccione lenta, mas seguramente, para o seu objectivo Maior.

Neste novo ciclo que se inicia outras actividades estarão em programa. Serão anunciadas em devido tempo.

A todos que vêm de boa vontade o nosso voto de “bem-vindos”, na Luz, Amor e Alegria. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

26 de Julho


(Edifício Atlântico - Porto)

Mais um ano se passou. A reunião de balanço foi efectuada e as decisões tomadas. Em seu devido tempo iremos dando conhecimento ao ausentes.

A 26 de Julho, para fecharmos as Actividades de um ano bastante difícil - embora profícuo em vários aspectos - vamos até Santa Mara da Feira, ao INATEL.

Encontro às 10:30 no Centro ou 11:00 no INATEL. Tendo restaurante, creio que aqueles que desejarem podem usufruir desse facto, ou como é hábito nosso faremos picnic algures pelos espaços verdes à volta. 

Esperamos poder fazer uma pequena meditação, algumas técnicas de chamada à Presença no Aqui e Agora e... rir, conviver, partilhar na amizade que nos liga.

Por favor tragam uma venda.

A todos uma boas férias, aguardando o que a Vida nos desvela.  

domingo, 29 de junho de 2014

Caminho da Paz


Tempos de Descoberta! Benditos sejam...

Trazem no seio dor e mágoa,
Pedras no Caminho
São tropeços e mergulhos 
Em águas profundas, 
Escuras e misteriosas.

E as emoções à flor da pele
Ripostam em golpes traiçoeiros
Cegos como é a violência
Que dói no Tempo que somos,
Espelhos baços... 

E buscamos a Paz
Em fuga, perdida.
Tesouro que Somos,
Luz que, velada e mágica,
Continua a entontecer
Quem a tentou encobrir.

Caminho da Paz
Vem! Vem! Vem! Abre-te!
Somos Filhos perdidos nas Eras, 
Nos Eons que se sucedem.
Buscamos o que Somos
Vem, Abre-te aos nossos passos.

Caminho da Paz
Que se abre a quem Demanda por Bem
Meus passos te trilham... 
Buscando a Luz debaixo do manto,
Anciã de muitas vidas
Perdida no Tempo
Buscando o Re-encontro do Amor.




( http://youtu.be/gZpOd_dg-64 )

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Actividades em Julho de 2014



ainda em  27 de Junho, pelas 18:30 – Meditação





2, 3 e 4 de Julho
-        14:00 – Seminário de Iniciação ao I Grau de Reiki

07  de Julho
-       18:30 - Debate  mensal.
-       Tema: Anjos, existem? quem são?

18 de Julho
- 18:30 - Meditação

21 de Julho
-       Debate para Balanço do ano e lançamento de bases para o próximo


Encerramento do ano: 26 de Julho com Actividade a programar


O Centro encerra durante o mês de Agosto

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Entende

(Foto: Raquel Silva)



Não censures quem erra.
Na ronda das horas, ninguém pode prever o próprio comportamento

Não julgues o semelhante.
Muito acima de nós vige a justiça Divina.

Não divulgues as fraquezas alheias.
Fortes, mesmo, só os espíritos angélicos.

Não interpretes os actos de outrem.
Na interpretação dos factos, há mil maneiras de entender as situações.

LEMBRA-TE,  de que o próximo, espera sempre de nós a brandura, o entendimento, a compreensão e a simpatia, tanto quanto nós, outros, esperamos dele igual tratamento.

Com amor entenderás.

Raquel Silva

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Caminho





"Há uma coisa confusa
Nascida antes do Céu e da Terra, 
Silenciosa e vazia,
Está só e nunca muda.
Gira e não se cansa.
É capaz de ser a mãe do mundo.
Não sei como se chama,
Por isso chamo-lhe "O Caminho".
Dou-lhe o nome provisório de "O Grande".

Sendo grande pode dizer-se que está a recuar,

Recuando, pode dizer-se que é longínquo,
Sendo longínquo, pode dizer-se que está a regressar.

In Tao Te Ching de Lao-Tsé 
(600 A.C.)


Em Miramar, dia 10 de Junho 2014, um pequeno grupo esteve junto, em busca do seu próprio Caminho individual. Foi de partilha, alegria. Houve muito Sol (Fogo), vento (Ar) e mar (água), numa areia (Terra) límpida e quente. 

Foram muitos os momentos que guardamos em cada um, mas ficam sensibilidades e sentires.

Um especial agradecimento àqueles que vieram de longe (mesmo só para um beijinho), aos que passaram a noite na cozinha, laboratório alquímico dos manjares de reis apresentados.

A Meditação foi curta, mas forte, assente na rocha e na força do mar.

Finalizámos na Beleza da poesia que em nós viveu. Bem-hajam Salete e Angelino. 

No coração estiveram estiveram os ausentes, mas presentes pela escrita e pela voz.


(A chegada do primeiro grupo)
(Um pouco de exercício)
(As crianças ao centro)

(A Grande Azáfama à volta da mesa)

(Aguardando o que virá...)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

10 de Junho 2014




Mais um ano está prestes a passar sobre o 10 de Junho em que foi aberto este espaço consagrado ao Desenvolvimento Pessoal. 

As pequenas árvores, ainda titubeantes e frágeis deram já muitas flores e apontam o céu como limite. Outras caíram nas tempestades e ventos fortes que assolaram o Caminho. E, entre Primaveras de esperanças, verões de calor como fornos de alquimia, outonos de colheitas e invernos de recolhimento, lá foi caminhando quem as portas franqueava.

O ano anterior viu as comemorações dos X Anos. Neste XI aniversário vamos dedicar-nos à Arte da escrita. Entre nós um amigo que ficou nos nossos corações, Angelino Pereira, que nos revisita e uma velha amiga de sempre, a La-Salete Sá.

Local: se o tempo o permitir nas praias onde o mar (Água) se vem juntar à Terra, no ventre do Ar, sendo nós o Fogo, os Quatro Elementos reunidos em nome da Beleza da Vida e da Arte.

Propomos encontrar-nos às 10:00 no Centro e partir para o Senhor da Pedra, local místico e lendário, onde o Tempo se encontra com a Força do Mar: Portugal de alma exposta. 
(Quem preferir poderá ir directamente).

Se o tempo for adverso, então juntaremos os Quatro Elementos no nosso Centro.

A 13 de Junho abrir-se-ão as portas da Feirinha, no mesmo local do ano passado: 545, Rua de Santa Maria.


domingo, 13 de abril de 2014

Princesa de Luz





Era uma vez uma Princesa chamada Isa. Vivia num reino distante onde existia a beleza das flores, dos lagos. Aí habitavam Fadas, Elfos, Duendes, enfim Seres de Luz que dançavam à volta dos arco-íris, constantes e luminosos, festejando a vida. Era um reino onde a magia das cores e do Ser habitavam, assim como a Fantasia do Saber e do Criar.

Todas as criaturas eram felizes nesse reino. Os animais eram livres, correndo pelos prados e florestas pejados de árvores e flores. Os jardins acolhiam pássaros luxuriantes e as flores eram maravilhas que cativavam o olhar e o coração. Os aromas que exalavam encantavam quem por lá passasse.

O castelo da princesa Isa era construído de Fogo e de Ar, havia uma nascente de água límpida e as incontáveis pedras preciosas das paredes refulgiam na luz. Eram extraídas das minas pelos Gnomos, rezingões mas amorosos. Iluminavam as noites como reflexos das estrelas do céu nocturno, pelo que no castelo não era preciso outra luz, e durante o dia refulgiam em mil cores. A princesa gostava de brincar com os seus reflexos, embrulhá-las como novelos e depois atirar pelos confins do reino.

-       É para que os meninos que não conheço possam apanhar estas bolas e assim serem felizes, costumava dizer, a sorrir com ar brincalhão.

No fundo do seu coração Isa sentia que algures havia Seres que não conheciam o esplendor da luz e da beleza. Nos momentos em que tal lhe vinha ao pensamento o seu coraçãozinho contraía-se, e ela conhecia a dor. Então, recolhia-se e pensava se seria realmente verdade haver outros reinos onde existia a tristeza... se haveria realmente criaturas que apanhavam os seus novelos de luz ou se seria apenas imaginação...

A princesa Isa cresceu e um dia, ao voltar ao castelo, ouviu uma voz que lhe dizia:

-       Isa, minha querida e amada princesa, chegou o momento de fazeres uma escolha na tua vida. Tens duas sendas. A primeira, e a mais fácil, é continuares neste teu reino onde tudo é felicidade, onde cada criatura é um hino à Vida. A outra é dura e difícil e só por Amor e lembrança da beleza a suportarás. Se a escolheres deverás descer a um reino triste e escuro, pois nele começam a ser esquecidos os valores de Vida: a Fantasia e o sonho que nos levam à Beleza sem fim. Foi sobretudo esquecido o Amor, esse tesouro precioso que só o coração guarda. Lá, os meninos já não sonham e os adultos esconderam e perderam como era extasiar-se diante de uma flor ou de uma obra de arte, desculpando-se com a “falta de tempo” e “as tarefas constantes”.  Eles um dia já habitaram o nosso reino, mas já não recordam. Agora vivem perdidos e tristes, sem amor.

A Princesa sentiu nela um arrepio como se a frieza desse povo já a alcançasse. Mas a voz continuou:
-       Alguns deles foram enviados nossos que se esqueceram também. Outros são teus irmãos e irmãs, que nos “acasos” encontrarás. Ireis juntar-vos pouco a pouco, pois o Fogo do Amor e da Beleza terão se ser relembrados. Os fios de luz e cor que atiraste pelos bordos do teu reino guiar-te-ão,  serão as tuas memórias.

A princesa Isa escolheu a senda mais difícil. Relembra o seu reino nas cores do pincel com que espalha a beleza, perdendo-se em memórias que são a sua companhia. Sabe que no seu reino todos são felizes e que é pela luz e pela cor que o traz àqueles que esqueceram.

(Alice para
Isabel Taveira)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Interregno de Páscoa

(Pateira)

Este ano, e como tem sido hábito, o Caminho da Montanha encerra portas na 4ª feira Santa - 16 de Abril - e reabre depois do Dessenterrar das Merendas, ou seja a 22 de Abril.

As Actividades no Caminho da Montanha, neste período que acaba, têm sido parcas. Esperemos que o recomeço seja em Força, Sabedoria e na Beleza da Vida que Sabe o que faz.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Caminho e Sabedoria



Depois do nosso Debate bem aconchegante de ontem (publicaremos algumas fotografias posteriormente), um poema de Lao Tzu, extraído do livro TAO TE CHING, O Livro do Caminho e da Sabedoria:


63.

Age através da não-acção.
Trabalha através do não-esforço.
Saboreia através do não-sabor.

Tornar grande o pequeno,
Aumentar o pouco.
Assim se responde à maldade com virtude.

Fazer o difícil através do que nele é fácil.
Fazer o grandioso através do que nele é menor.

Os assuntos mais difíceis do mundo
Começam por ser fáceis.
Os grandes assuntos do mundo
Começam sempre por ser pequenos.

Deste modo,
O Sábio nunca busca a grandeza
E, assim, ele chega à grandeza.

As promessas insensatas
Inspiram pouca confiança.
Quando tudo é demasiado fácil,
Está-se a convidar a dificuldade.

Assim, o Sábio aceita tudo como difícil,
Para que, depois, não tenha dificuldades.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Saúde



Na próxima 2ª feira, 31 de Março, pelas 18:30, teremos o nosso debate mensal.

O tema: "Porque ficamos doentes?"

Um bom fim de semana.

terça-feira, 25 de março de 2014

Destino



“Há pessoas que, ainda que pretendam ocultá-lo perseguem um fim distinto das outras. A sua atitude perante a vida denuncia-os.
(Tolstoi).

DESTINO... será que existe mesmo?

Já quantas vezes nos perguntámos a nós próprios se realmente estamos ou já estivemos em contacto com o nosso verdadeiro destino. Quem é que não gostaria de saber?
Mas como o destino faz parte do jogo que é a vida, é sempre um mistério que terá que ser desvendado por cada um de nós.
A passagem pela Terra, planeta escola, como chamam alguns, nunca é em vão.

Qual a nossa missão?

O que acontece é que alguns de nós vão perguntando isso até ao fim da vida, sem fazerem nada para o descobrir.

O objectivo é só um, o nosso crescimento pessoal. Os caminhos podem ser variados, por isso cada um de nós tem que descobrir o seu. Penso que o destino está sempre a nosso favor, embora muitas vezes até pareça o contrário. Somos seres livres e como tal, temos que fazer escolhas todos os dias. Acredito que nem sempre acertamos, mas os erros também fazem parte da nossa aprendizagem.

Frases como estas fazem-nos pensar ... a vida é bela ... a vida é curta, temos que aproveitar ...mas eu diria: de que serve a vida se ficarmos a vê-la passar. Eu sei que é preciso coragem para encontrar o destino. É preciso também seguir a nossa intuição ou coração e nem sempre é fácil, ou seja às vezes a mente atrapalha ... confunde-nos e engana-nos. Temos que estar em sentido de alerta para não cairmos nas armadilhas da mente.

Eu acredito num destino ou « caminho original » traçado já antes de nascermos, que seria essa a nossa melhor opção, visto estarem aí as nossas melhores chances de evolução. Mas penso que nem todos conseguimos cumprir esse caminho original devido ao critério das nossas próprias escolhas, ou seja: LIVRE ARBÍTRIO.

DESTINO para mim é fé ... é dar o primeiro passo sem se ver o caminho todo ... é acreditar no impossível  ... é seguir o nosso farol e não ter medo de começar de novo.

E depois tudo dá certo?

Não ... nem sempre ... mas às vezes sim!

É aí que a nossa vida começa, quando somos fortes o suficiente para viver uma vida comum de forma incomum... em  «consciência » . Viver em consciência dá-nos oportunidade de sentir o fluxo da vida em conformidade com os nossos sentimentos e emoções. Por isso percebemos para onde a vida nos está a levar ou seja, estamos bem ou estamos mal ... o que poderá ser um sinal. Se nesse caminho sentimos que estamos bem, tranquilos, leves e felizes, então esse é o nosso caminho original: se pelo contrário sentimos que estamos presos, densos e infelizes, então esse não é o nosso caminho original ou seja o nosso destino.

Mas ás vezes... apesar de tudo, sentimos vontade de ficar. Eu penso que a aceitação serena daquilo que não  podemos mudar, com o que apesar de tudo temos de conviver é também um meio de progredir... e quanto mais firmeza, mais perseverança e boa vontade tivermos, mais a harmonia e o senso de missão cumprida é sentido.
A vida é cheia de mistérios e nem sempre o destino é aquilo que pensamos e há muitos que culpam o destino por algo que não lhes corre bem ... como já disse mais atrás o destino está sempre a nosso favor e encarrega-se de apresentar à nossa frente, tudo o que precisamos; no entanto temos sempre que escolher e são essas escolhas que determinam o nosso presente e condicionam o nosso futuro.
A vida completa-se de experiências que nos ensinam e nos transformam; e acredito que ao fim de uma vida, com uma profunda experiência se adquire uma inocência semelhante à das crianças, mas sem ser infantil.


DESTINO  para mim é aceitar a vida em permanente mudança. Nunca podemos esquecer que aquilo que damos é aquilo que vamos receber, mas atenção ... eu penso que muitas pessoas se enganam com esta troca, ao ponto de se sentirem injustiçados e nem acreditarem na lei infalível do retorno, precisamente por estarem à espera do retorno, mas de determinada pessoa. Penso que não é essa a lógica. Em primeiro lugar devemos querer dar, sem receber nada em troca.

Vivendo assim sinceramente o universo devolve tudo; mas ... é ele que escolhe a pessoa que vai entregar esse presente. E é aí que ele nos surpreende ... porque quase sempre é por quem menos esperamos. São mistérios ... que serão sempre mistérios ... no entanto há uma coisa que eu penso ser muito importante e acessível a todos nós que é estarmos atentos ... muito atentos.

A vida é breve ... mas é também um registo sagrado para o qual fomos todos convidados a participar, cada um com o seu papel, encarnando o nosso personagem de corpo e alma, rumo à eternidade.

Seremos nós eternos?
Eu acredito que sim.

Eterno para mim, é tudo aquilo que dura nem que seja uma fracção de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata. 

Ana Tavares