quarta-feira, 21 de julho de 2010

Comentário


Há três anos e meio entrei pela porta d' “ O Caminho da Montanha”.
Não sabia o que procurava, o que iria encontrar.
Na memória ficou-me uma “mulher vestida de branco”, que olhou para mim, sorriu e disse, "olá eu sou a Alice". Eu sorri com timidez e respondi, "e eu sou Elisabete".

Em meu redor sentia algo estranho que nunca havia sentido em lugar algum, apenas me perguntei: O que se passa aqui? Que lugar é este? Por momentos parecia estar fora da realidade por tanta paz, tanta magia…

Mas, afinal estava a caminho do Caminho da Montanha; ao longo do tempo descobri que é este local, este centro, este lugar mágico que assim se chama “ O Caminho da Montanha”. Digo isto porque a verdadeira descoberta foi quando senti que eu ainda caminhava para o caminho, este ainda longe de ser encontrado por mim... e quando será?

Penso avistar ao longe o sopé da montanha, mas sente-se à distância a imensidão de trilhos que a abraçam, qual deles seguirei? Será que consigo chegar ao início de algum?

Pergunto-me se esta peregrinação até à montanha, já é por vezes tão dolorosa, deixa já tantas cicatrizes, como será a subida da montanha que se apresenta pedregosa?

Sou uma pessoa como outra qualquer, trago comigo uma Fé em Cristo inabalável, inquestionável, não há terramoto algum que me faça vacilar. Jesus Cristo é o meu Porto Seguro, é o meu Farol Divino e é a Luz que me Ilumina.

Tenho também O Caminho da Montanha, como um Farol na Terra (representado pela Mestre Alice Marques), ilumina-me para encontrar meu trilho. Muitas são as vezes que este Farol provoca um grande terramoto em mim e na minha vida, muitas são as vezes que me apetece fugir e voltar a ter paz…

Perguntam-se, porquê? Então ela não tem paz?
Tenho uma grande paz interior, a certeza do que faço, e a certeza de que o faço sempre e só por Amor.
A paz, que refiro por vezes não sentir, deve-se ao turbilhão de decisões necessárias para ultrapassar obstáculos que se colocam no meu caminho. Por vezes, com os pés doridos da caminhada, não tenho paciência nem compreensão, sou um ser humano… reajo de forma menos correcta, mais egoísta e egocêntrica.

Nestes momentos, o meu Farol Divino Ilumina-me e clarifica-me as ideias, dá-me força necessária para aliviar o sofrimento.
O Farol Terreno, a Mestre do Caminho da Montanha, que tem um corpo como eu, que é pessoa como eu, ouve-me e diz-me o que lhe vai na alma, dá-me o tempo que pode ou deve. E eu, no meio do meu egoísmo, esqueço-me que a Alice é uma pessoa, e que tem muitas pessoas para cuidar… Sou capaz de pensar, agora que precisava de estar com ela não tem tempo para mim…Já não é a mesma…Está diferente… Como sou egocêntrica nestes tristes momentos, como sou pequena e não consigo ver além…

Desculpem-me a confissão.
Depois consigo saber que, afinal já tenho algumas armas comigo, a Mestre também é Alice, eu consigo resolver os meus problemas, tenho de conseguir, não posso permitir que as minhas limitações me impeçam de sonhar e voar. Tenho obrigação de ver que o Farol (Alice) quando se vira noutra direcção, não é para me abandonar, mas apenas para tentar iluminar alguém que no momento está em maior escuridão do que eu…
Pergunto-me, porque motivo provoco tempestade à volta do Farol? Quando será que vou contribuir para o tempo de bonança e de maré calma?...

Alegra-me saber e sentir que por maior que a tempestade seja, o Farol jamais será derrubado.
Também sei que tudo contribui para o crescimento e a aprendizagem.
Sei ainda, que nós Pedras Vivas d' O Caminho da Montanha, somos suficientemente fortes, unidas e transportamos amor bastante para suportar qualquer tipo de tempestade. Se por vezes atingimos o Farol, também nos unimos à sua volta para que ele não seja tocado, ferido ou magoado. Já fazemos parte dele.

Orgulho-me por ter entrado na porta de “O Caminho da Montanha”.

Um abraço de Amor e Amizade.

Elisabete Teixeira

2 comentários:

alice marques disse...

Obrigada pelo que dizes...

Que o Caminho da Montanha seja digno da confiança e compreensão que afirmas.

E que Deus me ajude no Caminho!

Bem-hajas!

Cristina disse...

Betinha,

O teu texto é fantástico!

Conseguiste transmitir o que também eu sinto... mas de forma mais clara.

Obrigada por seres quem és e me ajudares a caminhar em direcção ao sopé da montanha...eu que ainda ando pelo deserto...

Espero merecer a Amizade que me dedicam e poder um dia conseguir retribuir tudo o que me têm dado!

Beijinho grande!
Fiquem bem