terça-feira, 27 de dezembro de 2011

TU SERÁS AMADA



Eu sei que às vezes tu duvidas
E quase nunca ouves isso
Mas quero que saibas
Na tua passagem por esta terra
Tu serás amada
Nas tuas melhores horas e piores momentos
Tu serás amada
Ou na frescura de um banho perfumado
Respeitada, rejeitada
Difamada ou aclamada
Tu serás amada
Vestido no amor de uma rosa vermelha
No silêncio
De um sonho de olhos fechados
Porém, algo não se pode fazer com esse amor
Ter a dúvida mais fugaz
Esta é a tua garantia
E a tua obrigação
Porque por toda a tua vida
Sempre
Tu serás amada.
(JB)
Que o Natal tenha preenchido o vosso coração com tudo o que ireis necessitar para encontrar o caminho certo em 2012.
São os desejos do "Povo" de Amarante

domingo, 25 de dezembro de 2011


A todos aqueles que vieram, vêm ou virão ao Caminho da Montanha,
A todos que um dia nos visitaram pela Montanha
A todos que um dia procuraram o Caminho
A todos que a Estrela ilumina e guia,

Um Bom Natal
No Amor,
na Paz
e na Luz

Bem-hajam!

sábado, 24 de dezembro de 2011

A Todos...!


Esta será, para os cristãos, uma noite especial. Há muito tempo nasceu um Menino, símbolo de Luz.

E todos os anos, nesta noite, se comemora o nascimento da Luz. O céu está mais estrelado, mais indigo, o Luar é mais forte e mais luminoso. 

Diz a lenda do Norte, que nesta noite um velhinho vestido de vermelho se passiea pelo céu no seu carro atrelado de renas. Chamam-lhe Pai Natal! Dizem que desce pela chaminé e deixa presentes a quem se portou bem.

E nas casas, a preparação dos festejos começa pelo presépio, representação do nascimento do Menino, ou pela àrvore de Natal, também tradição Nórdica que gradualmente se foi impondo.

Não vamos fazer uma dissecação das tradições, pois o mito não se disseca, vive-se!

O Menino, seguindo as profecias, nasceu nesta noite. É o arauto da Luz. Como já foi dito neste blog,  em todas as tradições se comemora o Solstício de Inverno: o dia (a luz) começa a crescer, enquanto a noite (as trevas) diminui. 

É este Menino de Ouro que teremos de dar à luz no coração.

O Pai Natal, desce pela chaminé. A chaminé é por onde sai o fumo. Simples e evidente! Mas o que é este fumo? São os elementos ainda pesados  expelidos.

A purificação é feita pelo Fogo. Numa analogia simples e breve poderíamos dizer que aqueles que se portaram bem - fizeram uma purificação durante o ano, caminharam espiritualmente - são visitados pela Luz - Pai Natal - que vem trazer os dons inerentes ao trabalho consumado. Desce pela chaminé - canais energéticos - que devem estar limpos.

A àrvore de Natal, também faz parte da tradição: a árvore é a Mãe Natureza, viva, mas em hibernação e que desperta. Daí ser enfeitada num culto à Vida.

Natal é realmente nascimento! Qualquer que seja a crença, religião ou ausência delas, nesta data há Festa. Que esta seja feita pelos homens ou, independentemente deles, pela Natureza, a Luz torna-se mais radiante e forte.

Que a Luz se torne Real em cada um, que o Menino de Oiro nasça no coração para que cada dia seja um cântico à Vida, um passo para o Ser, o irradiar da àrvore de Natal que todos somos!

Feliz Natal!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Letra II


Ainda na sequência no Curso de Iniciação ao Tarot, um poema à II letra do Alfabeto hebraico Beth


Ó Beith, ó minha Morada,
De vidas em vidas eu te procurei
Por inumeráveis caminhos.
Desde sempre a minha alma aspira
A regressar a Ti, ó Luz infinita.
Neste dia bendito em que o Esplendor me é revelado,
Encontrei a minha Casa na Terra.
Reconheço-te nas células do meu corpo
Que cantam a Glória do Eterno.
Reconheço-te na pedra mais negra,
Reconheço-te em todos os meus irmãos
Pela consciência da nossa Alma única.

Ó Beith, nascente de todas as bênçãos,
Eu sou teu Filho.
Inscreveste o teu Nome na minha fronte
Como uma promessa de reencontro.
Tu és o Templo sagrado onde se celebram as bodas místicas,
Onde a minha alma recebe o teu alimento sublime
Na alegria inebriante da eucaristia nova.

Ó Mãe, tecido íntimo da criação,
Em Ti repousam os arcanos do tempo.
Eu canto a beleza deste mundo que Tu criaste,
Onde, na tua luz azul e ouro,
Giram átomos e galáxias.
Os meus olhos abriram-se; contemplo-te em tudo
Na paz irradiante do eterno presente.

Amen.

In Rencontres avec la Splendeur
Marie Elia

terça-feira, 20 de dezembro de 2011





"O anseio da mente é de ser extraordinária. O ego tem sede e fome para que reconheçam que você é alguém. Alguém que realizará esse sonho através da riqueza, ou alguém que realizará o sonho através do poder, ou da política. Pode ser alguém que realizará o sonho através de milagres, de truques, não importa, pois o sonho permanece o mesmo: "É insuportável ser ninguém."
E este é o milagre, quando você aceita sua nulidade, quando você se torna tão comum quanto todos os outros, quando você não quer mais nenhum reconhecimento, quando puder existir como se não existisse. Estar ausente é o milagre."


Poema dedicado ao Pai Altissimo:

Procurei-te no alto das montanhas.
Procurei-te na profundidade da minha alma.
Imaginei que só depois de muitos esforços
te poderia encontrar.
Mas ao ler a tua Palavra
descobri que és um Deus próximo.
És um Deus
que Se deixa encontrar,
que Se diexa tocar.
E quando Te encontro,
sou eu que me encontro.
Em Ti descubro
o amor que liberta,
a liberdade que faz
crescer,
o perdão que acalma.
Com o teu nome,
Emanuel, recupero
o meu próprio nome.



Desconheço o autor


Enviado por Carlos Manuel

domingo, 18 de dezembro de 2011

De volta para casa...


Um video interessante.
O maravilhamento de cada dia
paralelo
ao viver ausente,
o estar
versus
Ser...


video


(Enviado por Mary Rosas)

domingo, 11 de dezembro de 2011

A missa do Padre Rui






(Foto: José Cavalheiro: Igreja de Chança)

Ainda hoje não sei porque naquele dia resolvi entrar na igreja da aldeia!

Já a missa tinha começado quando o impulso me arrastou para ouvir o Padre Rui, sentir a energia do envolvimento e o aconchego do seu interior. Poucas foram as vezes, nestes últimos vinte anos, que a minha devoção, me levara a participar no ritual da missa. Agora, a minha vida está a mudar, estou a deixar de ser o habitante da cidade e a regressar às origens de interiores menos habitados, mais calmos depois de uma vida de correria e stress quase absoluto em algumas épocas. Mas de facto, os hábitos comportamentais com que me tenho pautado ainda não mudaram de todo, se é que vão algum dia mudar, se é que têm de mudar.

Mas entrei procurando razões de reflexão e depois de olhar para a decoração da igreja, de reconhecer o Santo Estêvão, de observar quadros pintados em madeira com muitos e muitos anos onde a mensagem nos leva a glorificar o seu autor por, já naquele tempo visionar assim, depois de ver as cores do interior da igreja e de as tentar interpretar, depois de tudo isto, eu pousei no lugar e comecei a dar atenção àquele homem novo, feito padre, vestido do seu sorriso de sempre, entusiasmado em passarela da sua juventude, tentando lutar afincadamente contra a rotina dos rituais e a monotonia das palavras e das leituras. Eu ali estava esperando o que hoje o padre tinha para dizer, como o iria fazer. Não tinha em minha ideia avaliar ou criticar, não, nada disso! Estava apenas expectante pois por norma gosto de ouvir este padre falar, ele levanta o véu das interpretações que entende e mostra-nos assim outra igreja mais interessante mais construtiva ou até mesmo mais realista.

Hoje, falava dos dois ladrões crucificados um de cada lado de Jesus Cristo, o bom e o mau ladrão, como costumamos dizer, o humilde e o arrogante, a luz e o escuro. Em suma, na dualidade que sempre nos acompanha onde nós somos ambos os ladrões, com um pouco de um e um pouco de outro.
Ambos habitam cada ser e no meio, Jesus de braços abertos quase tocando nos dois. Ali estava Ele coberto de sangue, com chagas feitas por nós, mesmo hoje dois mil anos depois. Perceber-se que esta crucificação foi o culminar máximo e o grito desesperado de uma mensagem que Jesus de Nazaré tinha como missão nos transmitir, logo que Ele próprio aceitou ser o Cristo.

E ali, no fundo da igreja, eu revivi aquele dia; estava calor, o sol trazia muitas moscas que, acompanhando os rebanhos se faziam transportar para as feridas dos três crucificados. Após este diálogo de provocação com o mau ladrão e de humildade com o bom ladrão, o céu cobriu-se de pesadas nuvens, negras como dor, muito silenciosas, que engravidavam a tempestade nesse silêncio. O vento acordou quente, assobiando mandado por alguém e no último grito, uma faísca, um trovão e então a tempestade chorou Cristo.

Eu estava lá, num canto sem me querer envolver, eu vi tudo, foi assim. Chorei de arrependimento mais uma vez, tinha construído pensamentos negativos de desprezo pela Sua palavra mas um dia os nossos caminhos cruzaram-se e olhei Seus olhos, foi então que notei! Ele sabia tudo! Mas no lugar de altivez, aquele homem mostrou-me Amor, o Amor incondicional, aquele sem dualidade, onde todos os atributos lhe estão contidos, felicidade, bem-aventurança, humildade, bondade, alegria, entrega, paz, sobretudo Paz, era o Amor de Deus, Amor indescritível que apenas poderia ser sentido no nosso interior e esse foi o melhor momento da minha existência.

E ali dentro daquela pequena igreja voltei a chorar, lágrimas corriam sem meu controlo, era a emoção da lembrança, a recordação do dia.

Ao longe o soldado dava-lhe o último golpe, eu pedia-lhe que o perdoasse como me perdoou a mim, ao longe eu sofria a cena que jamais esqueceria e na despedida uma frase cruzou-me a garganta em saída espontânea.
- Lembra-te de mim…

 Bem-haja Padre Rui.

José Cavalheiro 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

8 de Dezembro



Hoje, 8 de Dezembro, é dia dedicado à Senhora da Conceição. Uma data!?

No entanto, é uma data muito importante sob vários aspectos. Primeiro, comemora a Concepão. Senhora da Conceição é a Senhora que dá à Luz. Linda esta expressão portuguesa. Utilizamo-la, mas raramente analisamos qual o significado profundo.

Para nós, lusos, nascer é ser dado à luz. Assim como o Sol nasce todas as manhãs. A nossa língua é rica e imagética. Sábia!

O Solstício de Inverno aproxima-se. Com ele os dias crescem (a Luz aumenta) e a noite (ausência de Luz) vai diminuindo gradualmente. A Natureza, adormecida, começa a dspertar lentamente, preparando o cântico à Vida da Primavera, renascimento de Vida.

Antecedendo o renascimento da Luz, a Senhora é louvada como aquela que concebe a 8 de Dezembro. Aqui, em Santa Maria de Lamas, terra pequenina, perdida, existia a tradição de, na noite de 7 para 8, deixar uma luz acesa, em homenagem à Mãe. Perdeu-se a tradição, fica a memória.

Sim, pois é de Maternidade que falamos, Maternidade Divina, de Luz. A Mãe que Tudo abarca, que tudo gera.

Em Terras de Santa Maria, antiga Lusitânia hoje Portugal, este é um dia comemorável, pois há muito tempo que este pedaço de terra foi consagrado a Ela. Foi há tanto tempo que a maior de parte de nós já esqueceu.

Que sejamos dignos desta consagração avivando memórias do que somos no mais íntimo de nós.

Que a Luz de vigília e de louvor se acenda em cada coração num cântico à Mãe. Que possamos renascer das nossas cinzas invernais para recebermos o Sol(stício) que se aproxima com Conhecimento e Consciência.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Actividades Dezembro 2011


(Céu no Natal)



03 de Dezembro
-       -14:03– “O Regresso da Grande Deusa”
Intervenção de João Luís Susano baseado na comunicação de António d’Alonzo, na Regaleira, sob o tema “A Transcendência do Feminino”. 
(Entrada livre)
  
10 de Dezembro

- 14:30 – IV Aula do Curso de Iniciação ao Tarot


17 de Dezembro
-       15:00 – Meditação seguida de
o   Apresentação e desenvolvimento do tema “Quem somos?” por Raquel Silva




O Caminho da Montanha encerra de 23 de Dezembro 2011 a 10 de Janeiro 2012


Actividade permanente:
Hatha Yoga – 2ª e 4ª às 19:00

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O problema da Fé



(Fotografia: Raquel Silva)


Confundem-na com utilidade de ocasião.

Supõem-na valor de que se deva dispor levianamente.

Crêem-na de efeito urgente.

Possuem-na como se fora moeda de trocas, com que se pode negociar com a Divindade.

Quando, porém, os resultados não se fazem imediatos, lucrativos oferecendo prémios transitórios, dizem-se decepcionados e então deblaterando desertam…

Alguns têm-na de forma natural, outros conseguem-na mediante a reflexão e o estudo.

Aguardam-na como meio de se evadirem das consequências dos erros e leviandades, desta e de outras existências….

A Fé além de virtude espontânea também é conquista intelectual.

Refiro-me à fé religiosa, porquanto crer é qualidade inerente ao ser.

Crê-se por hábito, por acomodação pelo fenómeno da razão. É necessário no entanto, reflectir melhor para fixa-la em profundidade. Adubá-la com os valiosos recursos da oração e do trabalho edificante, a fim de que não enfraqueça e desapareça. Tem a Fé a função essencial de oferecer forças para solucionar problemas e suavizar a dor. Assim a dor muda de configuração. Deixa de ser o aguilhão do resgate para se transformar em força - estímulo para a vida, desafio para o avanço e auto-realização.

A Fé é ponte divina por onde transitaremos da nossa pequenez na direcção abençoada da liberdade total e grandiosa!

Raquel Silva